Governo Angolano promove o lançamento de 1ª pedra do maior projeto de energias renováveis, num consórcio liderado pelo MCA Group

O MCA Group é o líder de consórcio do maior projeto de energia solar em Angola, num investimento do Governo angolano superior a 523 milhões de euros, que irá produzir energia suficiente para suprir as carências de milhões de pessoas, num território que necessita de abastecimento e acesso à rede pública, principalmente no meio rural.

Na passada quinta-feira, dia 11 de março, realizou-se a cerimónia de consignação e lançamento da primeira pedra dos 2 primeiros projetos no Biópio e na Baia Farta, que contou com a presença do Ministro da Energia e Águas, Eng.º João Baptista Borges, do Secretário de Estado para as Águas, Eng.º Lucrécio Costa, por membros da governação de Benguela, diplomatas de Portugal, pela Embaixadora do Reino da Suécia em Angola, Drª Ewa Polano, por representantes da Embaixada dos Estados Unidos da América em Angola e pela gestão de topo do MCA Group, nas pessoas do Chairman e Presidente do grupo, Manuel Couto Alves, pelo presidente do conselho de administração da MCA Vias, Vítor Lima, pela Administradora Executiva e responsável do projeto, Eng.ª Elisabete Alves, e pelas diversas direções-gerais do MCA Group e equipa de gestão associado aos projetos Solares.

Tal como já noticiámos aqui, estão a ser construídas 7 centrais fotovoltaicas, com uma capacidade total de 370 megawatts (MWp), em seis províncias de Angola: Benguela, Huambo, Bié, Lunda Norte, Lunda Sul e Moxico.

Em entrevista ao Diário de Notícias, que poderá aceder aqui, o Ministro da Energia e Águas de Angola, João Batista Borges, declara que Angola tem um elevado potencial de recurso solar e que este investimento marca uma aposta estratégica na exploração desta energia renovável que é abundante e cada vez mais barata.

Prevê-se que esta energia beneficie cerca de 1,2 milhões de famílias, já que irá servir regiões extremamente povoadas, permitindo o acesso a uma eletricidade mais limpa e económica, para além de uma redução dos gastos da população e dos órgãos de administração pública local, na utilização de pequenos e grandes geradores a gasolina e gasóleo. Este projeto será estratégico também para impulsionar áreas essenciais como a educação, a saúde ou as atividades comerciais.

O ministro afirma que ao analisar a vantagem na substituição do diesel usado na produção de eletricidade, os cerca de 370 MWp de capacidade solar a instalar, numa comparação com a mesma capacidade térmica a diesel, permitirão eliminar a necessidade de consumo de 1,4 milhões de litros de gasóleo por dia, mesmo tendo em conta o carácter intermitente dessa nova fonte energética. Aponta também as vantagens que esta substituição das fontes poluentes traz, como a promoção do emprego que se vai gerando e da redução dos desequilíbrios regionais e sociais.

Quando questionado sobre a ausência de financiadores chineses, que pode representar um sinal de diversificação do investimento estrangeiro, o ministro responde que é sobretudo um sinal da credibilidade internacional que o país vai recuperando, que é resultado de uma política económica e de medidas de ajustamento. O ministro conclui afirmando que este sinal resulta da confiança que os credores têm na capacidade de Angola honrar os seus compromissos e, sobretudo, na estabilidade do país e a sua firme liderança, o que faz com que ninguém queira “perder este comboio”.

De realçar que conta com parceiros provenientes de diferentes geografias (Suécia, Holanda, Estados Unidos da América, Coreia do Sul, entre outros), com fornecedores internacionais reconhecidos e líderes de mercado, nomeadamente a Nextracker (EUA), a Hanwha Q-cells (Coreia do Sul), a ABB (Suécia), cuja dimensão, experiência, competitividade e visão estratégica de sustentabilidade está alinhada com o Governo de Angola e com o consórcio desenvolvedor e Epcista M.Couto Alves, SA (Portugal) / M.Couto Alves-Vias (Angola) e Sun Africa(EUA).

O projeto, considerado Green Loan, obteve condições de financiamento altamente competitivas para o estado angolano, com o aval de entidades financeiras internacionais de primeira linha, cumprindo com os mais altos standards da banca internacional. O LCOE – preço nivelado da Energia – deste projeto é o mais baixo da região.

Este é mais um grande projeto executado pelo MCA Group, com uma forte aposta na sustentabilidade, que acompanha as tendências de implementação de projetos promotores da descarbonização da economia, que para além de marcar o futuro da energia sustentável em Angola, irá gerar um grande impacto ambiental, social e económico positivo no país.